Oxossi e o tempo
Por Patricia Ogando e Aline Senzi - Edição Acredito - dezembro de 2012

Arte: Marina Kanzian

Aeroporto Madrid-Barajas. Um botão foi pressionado, deixando centenas de pessoas aglomeradas e o funcionário da imigração irritado. Instantes antes, entre as centenas de vozes ecoadas, o funcionário fazia algumas perguntas a um brasileiro capoeirista que havia aterrissado. Era inverno.

- Vou te fazer uma pergunta. Você já esteve na Europa alguma vez?

- Não. [hesitante]

- Você tem certeza que você nunca esteve na Europa?

- Nunca vim não.

- Você vai fazer o que?

- Vou a passeio.

- Ah, a passeio? Então, oh, vou te fazer mais uma vez a pergunta, pensa bem para me responder. Você já veio na Europa?

- Não.

- Então tá bom.

Abriu o passaporte, apoiou ao lado do teclado, digitou o nome e apertou ENTER e caiu a energia do aeroporto.

Depois de muito insistir, a menina foi autorizada a acompanhar o ritual. Ficaria apenas na assistência – área destinada àqueles que não participam ativamente da festa. Foi lá que começou a passar mal: o ritmo do batimento cardíaco mais forte que o da música, a mão gelada e a sensação de que ia desmaiar. Saiu correndo em direção a uma árvore que havia do outro lado da rua. Abraçou-a; e caiu. Aos nove anos, Andrea incorporou santo pela primeira vez.

Como equipes chinesas de nado, o afundar do botão e a queda de energia do principal aeroporto da Espanha foram um só instante. Todos os computadores desligaram, técnicos foram chamados e uma reunião entre os funcionários da imigração resultou na decisão de liberar a entrada de todos que os que haviam desembarcado naquele dia. Rodrigo Maia foi um desses que foram liberados, o que desagradou o funcionário que, sem acreditar na veracidade das suas respostas, carimbou seu passaporte.

Não era a primeira vez que Maia entrava na Europa, nem iria fazer turismo. Já sabia que não seria fácil entrar em Madri para continuar dando suas aulas de capoeira. O Caboclo o havia alertado, quando Maia em visita ao Brasil, seu país de origem, foi ao terreiro Angola Muxicongo, no Rádio Clube, bairro da zona noroeste da cidade de Santos. E quando o capoeira pegou o passaporte carimbado começou a rir, lembrando da ajudinha do Caboclo. “Ele falou ‘fica frio que eu vou estar com você que ninguém vai ver a gente e tu vai passar'”, lembra. Maia tinha feito tudo como aconselhado. Não colocou seu colar, nem a jaqueta Quiksilver amarelo mostarda. Usou roupas escuras. A mulher que incorporou o Caboclo nunca tinha visto a jaqueta amarela de Maia, mas o Caboclo sabia.

“Na verdade, sobre os trabalhos não se pode falar muito. Mas isso posso falar, não foi um trabalho, foi uma ajuda do Caboclo. No candomblé de Angola, o único iluminado que a gente trabalha é o Caboclo, porque ele é o dono da terra, é o dono do Brasil. Os índios são os donos do Brasil. Então, o candomblé, que veio da África, respeita os índios. E tem um índio, um Caboclo, que me ajuda muito, há muito tempo”.  Para o candomblé, a terra é do ser humano, por isso não seria errado que alguém entrasse em qualquer lugar.

A mãe de Andrea tinha certeza de que a menina havia enlouquecido. E a culpa era dela. Visitar o terreiro de candomblé perto de onde moravam, em São Paulo, tinha sido uma tentativa de achar cura para seus problemas de saúde. Quando contou para a filha, a menina logo disse que ia junto. A mãe, geniosa, disse que não. A filha, mais ainda, bateu o pé. Com sua japona vermelha, foi ao ritual.

Essa foi a primeira das três vezes que Andrea bolou (bolar é o termo usado para incorporar santo). Para o candomblé, isso é sinal de que a pessoa deve se iniciar - o “fazer santo”.  Esse processo se dá no roncó, quarto onde o iniciado fica recolhido. Nesse período, ele deve permanecer em estado puro, totalmente dedicado ao culto do orixá.

Andrea precisou bolar outras duas vezes para que sua mãe fosse convencida de que aquilo era necessário. Na terceira, foi levada ainda bolada no roncó. No dia seguinte, sua mãe foi buscá-la, mas o orixá tinha outros planos. Assim que Andrea pôs o pé para fora do quarto, desmaiou. Foi o basta para sua mãe de santo e sua mãe. Andrea tinha 11 anos quando virou iaô (filha de santo).

Isso aconteceu há 31 anos. Hoje, Andrea é mãe – de duas filhas e de santo. No dia 14 de outubro de 2012, se preparava para a festa no sábado seguinte, dia em que seus dois primeiros filhos de santo sairiam do roncó.

Sentada na mesma mesa em que seu irmão de santo, Walmir de Souza (ou babalorixá – nome que se dá a pai de santo no candomblé ketu – Danda Kessu, seu nome africano), e sua filha ajudavam a montar fios de conta (colar de miçangas que serve como guia espiritual) para o ritual, ela relembra sua experiência de iniciação.

- Quando você faz, você renasce, para ser uma pessoa melhor. Você perde hábitos ruins e dá valor a coisas que antes você não dava. É submissão. Você deita na esteira, come com a mão e não tem papel para limpar a boquinha. Você limpa na cabeça, porque ficou sem cabelo. Você reaprende muitas coisas. Não acredito que exista alguém ignorante que faz santo para ficar rico. Porque você faz só por amor ou por necessidade.

- Ou vai pelo amor ou pela dor, como dizem – acrescenta o pai de santo Danda.

- Ou pelo amor ou pela dor... – concorda Andrea.

De acordo com o último censo realizado pelo IBGE (Intituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2010, são 167.363 adeptos da religião no país - os seguidores de candomblé e umbanda representariam, juntos, 0,3% da população brasileira. Embora a duas religiões estejam categorizadas conjuntamente no censo, elas têm diferenças. Segundo o “Guia das Religiões Populares do Brasil”, o candomblé desenvolveu-se basicamente na Bahia e sua estrutura foi determinada principalmente pela religião do povo iorubá, na qual era importante o culto dos orixás. Já a umbanda surgiu no Sudeste, resultado da mistura da religião do povo banto com elementos que vão desde os rituais caboclos até o espiritismo. Mais recentes que o Candomblé, a umbanda e a quimbanda  têm raiz no ritual africano de origem banto e surgiram sob influência do espiritismo e da teosofia (criados e desenvolvidos na Europa a partir de meados do século XIX). Mas, enquanto a umbanda apresenta mais características espíritas, a quimbanda conserva mais os traços do ritual banto.

O próprio candomblé tem diferentes vertentes: candomblé nagô (de nação ketu, oió e ijexá, todos de origem iorubá); o candomblé de nação jejê, de origem do povo jeje, o candomblé de nação angola e congo, de origem banto e mesmo o candomblé de caboclo. Andrea foi iniciada no candomblé de ketu, o mais popular no país. Conforme a tradição de sua mãe de santo, ela ficou vinte e um dias no roncó – tomando banho de caneca, dormindo em esteira e fazendo obrigações. Para completar a iniciação, são necessários três meses carregando o kelê (fio de contas), tempo em que se continua a dormir em esteira, só se usa roupa branca e se tem a cabeça coberta.

- Você trabalha normal, porque todo mundo trabalha... É claro que não precisa comer com a mão no restaurante, mas não se pode, por exemplo, tomar sereno depois das seis horas. Não se pode ir a velório, não se pode ir ao hospital - a não ser que você tenha um problema muito grave, aí alguém te acompanha. São três meses sem sexo. Nada, nada, nada. E você dorme na esteira.

- Se você está no ônibus, não pode se sentar – diz o babalorixá.

- Imagina todos os bancos vazios e você lá de pé, o louco... Louco! – ri Andrea.

Antes de virar candomblecista, Maia foi batizado no catolicismo. “Tinha que ir para a igreja e o caralho. Minha avó fez eu pagar promessa para ela. Eu tinha que ir vestido de santinho, ficar lá nas missas. Mó veneno. Mas não, nunca. Hoje em dia, por exemplo, também comecei a estudar muita coisa de historia, nada a ver com o candomblé, por vontade própria mesmo. Pô, tu vai vendo a Igreja Católica e meio que dá até nojo. Mas o que eu vou fazer, né. Minha vó, coitada, seguramente não sabia de nada disso e fez, porque ela aprendeu assim, como muita gente no Brasil.”

Sua relação com o candomblé começou com um trabalho. Ele dava aulas de capoeira junto com Sandrinho, um amigo no Educandário Anália Franco, em Santos. “Tudo ia bem tal, mas começou acontecer que as pessoas lá, por culpa dele que fazia varias coisas erradas, começaram a não dar mais crédito pra ele, só pra mim e ele começou a ficar com ciúmes. Sei lá que porra e pouco a pouco foi se distanciando de mim. A gente não brigou nem nada. Ele começou se distanciar, se distanciar e chegou uma época que tava muito estranho assim, velho”.

Aí um dia, o filho do Tata (designação para pai de santo no candomblé de Angola) do terreiro que Maia frequentava quando morava no Brasil falou: “Maia, acho que tu está precisando de ir lá ver meu pai'. Maia não sabia nem que ele era do candomblé e não entendeu o que estava acontecendo. Depois disso, uma inspetora de aluno lhe contou que Sandrinho, em um dia que Maia não estava, havia pegado as coisas de Maia, levado embora e depois devolvido. A situação foi ficando estranha. Outro amigo de Maia, o Julio, também do candomblé falou “está rolando uma parada contigo aí” e levou o Maia para fazer um jogo de búzios. “Aí, no jogo búzios, saiu que alguém que era muito próximo estava com inveja de mim e tinha feito um trabalho pra mim, pra acabar com meu trabalho. E no final foi o que aconteceu. Perdi o emprego, briguei com o presidente. O presidente me amava, do dia pra noite a gente brigou, acabou a porra toda”. Maia, depois disso e sem nem perguntar, obteve ainda a confirmação do trabalho pela pessoa que fez, a pedido de Sandrinho.

“Depois disso eu comecei a ir lá e comecei a ver como era mesmo o candomblé, porque na verdade eu sabia muito pouco, o que eu sabia era o que todo mundo sabe, é o que todo mundo fala por aí sem saber. E eu comecei a ver que não tinha nada a ver o que as pessoas falavam, comecei a estudar mais também, frequentando, vendo como é a realidade e ai comecei a gostar”, contou. Seu orixá é Oxóssi, o caçador, cujo símbolo é o arco e flecha. As pessoas sob a influência desse orixá pensam muito para fazer alguma coisa. Mas Maia nunca fez o santo, nunca precisou. Por não ser filho de santo, não pode realizar algumas tarefas do candomblé, como cortar a carne de certos animais, utilizada em rituais. “Dependendo pra quem era o trabalho também, ou pra que orixá eu podia ajudar a cortar. Mas tem atos que uma pessoa que não está feita no santo não pode participar até para o bem dela mesma, porque quando você está feito no santo, o santo te protege às vezes de alguma coisa. Se você não está, você não tem, às vezes, essa proteção, necessária pra aquela coisa.”, explicou.

Na tradição que Andrea segue, é necessário que se repitam as obrigações como àquelas do iaô, em doses menores – em vez de se ficar vinte e um dias recolhido, são três. Isso deve acontecer com um, três, sete, catorze e vinte e um anos de candomblé. Como uma graduação.

- Candomblé são duas coisas: hierarquia e humildade — diz ela.

Cada candomblecista possui uma função dentro de uma casa de santo. Há aqueles que tocam os tambores, aqueles que cortam os alimentos, aqueles que servem de assistentes aos orixás. Após cumprir a obrigação de sete anos, a pessoa se torna ebômi. A partir daí, ela pode abrir uma casa. Isto é, se for o caminho que o orixá lhe reservou. Andrea percebeu que o que o orixá quer, ele quer. Ainda mais o seu, que é o Tempo.

- Tem como segurar o Tempo? — diz Andrea.

Ela relutou em abrir uma casa por muito tempo. Não que fosse uma missão pesada, porque apenas doenças o seriam, para ela. Ela apenas considerava que ter a própria casa seria responsabilidade demais. Chegou um momento, no entanto, que não foi possível continuar ignorando o chamado. Não que os orixás falem, mas eles dão sinais. Ela, que sempre foi – modéstia à parte – ótima jogadora de búzios, começou a receber clientes que passaram a ser clientes de ebós (oferendas aos orixás). Uma coisa leva à outra, e Andrea se viu sendo chamada de “mãe”.

- Você fala “Ai, meu Deus. Não, não, não!”. Eu tentei por todos os caminhos [fugir]. Tentei mandar para a casa da minha mãe, do pai Danda. Fui abortando. Eu abortei um monte... Nesse sentido. Por isso que falo que quando é missão é missão. O orixá chegou a um limite de dizer “você já teve família. Já teve os filhos criados. Agora se dedica.” Eu estou inaugurando a minha casa já com gente recolhida. Já estou tendo filho, já chegou num limite.

- É como casar grávida – brinca o marido, Jefferson Domingues.

- Isso. Eu casei grávida... – ri a yalorixá (nome para mãe de santo, no candomblé de ketu).

Andrea teve que reformar a casa onde mora, em Vila Clarice, zona norte de São Paulo. No jardim, a piscina deu lugar ao “barracão”, local para fazer devoção aos dezesseis orixás que são cultuados atualmente no Brasil. A casa teve que receber uma limpeza espiritual, para que as entidades pudessem se aproximar. Uma vez lá, eles servem de proteção à casa.

No local, encontra-se um espaço coberto, com piso, onde está o altar. No quintal, há algumas árvores, dedicadas a um orixá, e alguns ornamentos de origem hindu, como elefantes. Andrea não pratica a religião, apenas gosta das figuras.

- Isso também é hindu – diz, apontando para um enfeite na parede. Isso não tem nada a ver – ri, apontando para a Branca de Neve e os sete anões em seu jardim.

No andar de cima, dedicou um quarto para o roncó.

- Aqui embaixo é a minha casa, que o orixá deixou para mim. E lá em cima, tive condições de fazer um quartinho. E lá é bonitinho, limpinho... Agora não, porque não tive tempo.

- Não, Tempo você tem – ri Jefferson.

Maia tem 36 anos e vive atualmente na Alemanha, em Stuttgart. Morou antes em várias cidades da Espanha, mas passou mais tempo em Madri, por cerca de cinco anos, dando aulas de capoeira. Dá aulas até hoje, na Alemanha, mas também desenvolve o trabalho de capoeira nas cidades espanholas de Madri, Barcelona, Alicante e também na Irlanda, como se fosse uma rede de capoeira, mas não gosta de usar a palavra rede. “Quando você fala rede já lembra um pouco de McDonalds, de empresa, de multinacional. As pessoas pensam que é dinheiro, já veem dinheiro logo e na verdade a gente não trabalha muito com esse conceito. O dinheiro é importante hoje no mundo inteiro, para você ir até a esquina tem que ter dinheiro. Mas não é a filosofia principal não do trabalho, é uma consequência. Eu nunca faço nada pensando no dinheiro. Se eu fosse assim, não seria nem capoeirista”.

O santista mudou para a Alemanha para viver com a Ania, que conheceu na Espanha e com quem tem dois filhos. Mas a capoeira foi seu primeiro casamento e a primeira relação forte com a cultura afrobrasileira, antes mesmo de virar candomblecista. Tinha quatorze anos de idade, quando entrou na capoeira, e dezenove ou vinte, no candomblé, não sabe dizer ao certo. “Você pode fazer a capoeira totalmente desligado do candomblé. Você pode ser evangélico e capoeirista, pode ser o que você quiser e capoeirista. Mas a origem da capoeira está totalmente ligada com o candomblé. A cultura africana em si é baseada totalmente em cima da religião. Muitas coisas que existem na capoeira hoje, as pessoas às vezes nem sabem por que, porque veio do candomblé. E eu fui aprender isso só lá no candomblé”, contou.

Em Stuttgart, não tem terreiro e nem alguns materiais necessários para fazer determinadas oferendas. “Aqui não é a mesma coisa, morar fora do Brasil é como você sair fora da cultura mesmo. E tem muitas coisas do candomblé que você precisa estar vivenciando, está ali. Aqui tem coisas que não da para se fazer”, disse o capoeira. Mas, além de seguir alguns aprendizados e formas de pensar que aprendeu com o candomblé, sempre que consegue Maia faz alguma coisa. “Antes de eventos, antes de algumas coisas importantes, eu procuro uma oferenda pra Exu, que muita gente pensa que é o diabo, por causa da imagem do tridente. Mas, na verdade, é um orixá que abre os caminhos. Antes de você pedir para um orixá você tem que ter autorização dele. Ele que abre o caminho pra você chegar ao orixá. Se você não falar com ele, se não fizer oferenda, ele fecha as portas pra você”.

As dificuldades envolvem também questões culturais. Colocar uma vela na rua, pode fazer alguém acabar chamando a polícia, por isso Maia evita um pouco fazer. Também não costuma falar de religião. “Não adianta nada eu ficar falando para as pessoas, porque todo mundo já tem sua opinião formada. Principalmente no Brasil. Aqui na Europa já é um pouco diferente. Tu vai chegar em Santos e falar para os meus amigos ali do canal 3 sobre o candomblé, eles vão falar que eu estou com o Demônio, porque eles aprenderam isso com a mãe deles, que aprendeu com a vó, que aprendeu com a bisavó, porque a Igreja Católica ensinou isso para todo mundo e todo pensa isso e acabou. Então não sou eu que vai ficar mudando a cabeça de ninguém. Muitos deles sabem inclusive que eu sou, não é que eu tenho vergonha, mas não vou ficar falando sobre assunto. Não preciso ficar fazendo publicidade do candomblé. O Tata mesmo, que era o pai de santo da casa, falava 'O importante é tu saber, é o que tu sente, é o que interessa, o que os outros pensam, deixa eles pensarem. Não queira mudar a cabeça de ninguém não'. E é o que eu tento fazer hoje, o candomblé é para mim. Eu também não gosto de ficar aconselhando as pessoas a irem, porque tem muita gente hoje enganando. As pessoas usam o candomblé, ou a umbanda pra fazer dinheiro, não se preocupam muito com as pessoas não. Eu sou sincero em dizer que para aconselhar uma casa de candomblé, só se eu conheço, porque eu já vi coisa acontecer, ruim, muito ruim”.

No candomblé, não existe, como no catolicismo o pecado, existe o positivo e o negativo. “O errado você pode fazer, faz parte da vida, do seu crescimento. Mas depende do errado. Mas tudo que vai, volta, o candomblé explica isso muito bem até. Todo mal que você fizer, você vai receber depois. Na minha casa onde eu frequentava, o meu Tata por exemplo não gostava  de jeito nenhum que você fizesse um trabalho pra fazer mal a alguém, por ele falava, primeiro lugar quem vai receber essa energia negativa depois sou eu, é a casa, e depois você mesmo, então é burrice”, completou Maia.



Nesta Edição
Anteriores
Home | Expediente | Home Atual